APRESENTAÇÃO…

Este Blog foi criado pelo Centro de Referência em Políticas Públicas – CREPOP do CRP-03 com o objetivo de divulgar os resultados da pesquisa sobre “Atuação Profissional de Psicólogas(os) em Programas de Atenção à Mulher em Situação de Violência”.

Considerando que a discussão sobre essa questão se alinha à proposta do GT “Relações de Gênero e Psicologia” da Comissão de Direitos Humanos do CRP-03, construiu-se uma parceria entre ambos com vistas a possibilitar um espaço de informações sobre pesquisas, encontros, textos e outros conteúdos relacionados ao tema Gênero e Psicologia.

Assim, este Blog leva o nome do GT juntamente com a intenção, fruto dessa parceria, de provocar uma reflexão sobre essa temática, deixando sempre aberto o espaço para que todas/os as/os visitantes sintam-se à vontade para também postar contribuições.

O GT “Relações de Gênero e Psicologia”, desde a sua criação em março de 2008, vem se articulando no desenvolvimento de ações que objetivam trazer a discussão de gênero para esse campo do saber, dando maior visibilidade à temática de opressão e violência contra as mulheres.

Esperamos que você também se interesse por esse espaço de discussões e participe.

Integrantes do GTRGP: Alessandra Almeida, Ana Luisa Fagundes, Clarissa Guedes, Darlane Andrade, Helena Miranda e Olga Amazonas.

Atenção – Vamos divulgar e contribuir!!!!

O CREPOP/CFP lança Consulta Pública do documento “Referências técnicas para Atuação de Psicólogas/os em Programas de Atenção a Mulher em situação de violência”

19 dezembro, 2011 — observatorio03 | Editar

Os profissionais de Psicologia que tiverem interesse na área de Atenção a Mulher em situação de Violência poderão apresentar suas contribuições, por intermédio do formulário de consulta pública disponível na página do Crepop, no período de 15 de dezembro a 15 de fevereiro de 2009.

 As respostas serão reunidas com outras contribuições e servirão para aprimorar o documento, garantindo que sua versão final reflita os interesses dos profissionais desta área, estabelecendo diretrizes técnicas e orientações pertinentes, coerentes com uma visão de Políticas Públicas e de prática profissional voltadas para o fortalecimento dos direitos e dos ganhos sociais dos trabalhadores e trabalhadoras.

 Para Participar e informar-se sobre a forma e o teor esperado das contribuições, acessar estão o documento de apresentação do formulário disponível na página do Crepop http://www2.pol.org.br/pesquisacrepop/consultapublica6/.

O GTRGP participará de discussões no evento da ABRAPSO (entre 13 e 15 de novembro de 2011) em Recife.

Quem estiver no evento, poderá acompanhar a programação:

13/11/2011

17:30 – 19:15 – Local: Colégio de Aplicação – Térreo – Sala 3a

Rodas de conversa / Grupos de trabalho

Eixo Temático: Gênero, sexualidade, raça, idade e territórios de existência

Discutindo o cruzamento entre as categorias geração, gênero e sexualidade: contribuições para a Psicologia – Helena Miranda dos Santos, Darlane Silva Vieira Andrade, Alessandra Santos de Almeida, Rosângela de Barros Castro, Ana Cláudia Muller Urpia

13/11/2011

15:30 – 17:15 – Local: CCSA – Bloco A – Sala 07

Cirandas / Mesas redondas – Eu falo, falo: reflexões sobre sexismo, homofobia e racismo nas práticas e saberes psi – Rosangela de Barros Castro, Helena Miranda dos Santos, Carlos Vinicius Gomes Melo

Eixo Temático: Gênero, sexualidade, raça, idade e territórios de existência

Título: Homofobia, racismo e sexismo e as práticas psi – o que nos z-une? – Autor(es): Rosangela de Barros Castro, Rosangela Castro;Helena Miranda;Carlos Vinicius Melo
Título: Psicologia e direitos humanos: um compromisso com a promoção de práticas e discursos contra o sexismo – Autor(es): Helena Miranda dos Santos, Rosangela Castro;Helena Miranda;Carlos Vinicius Melo
Título: As relações raciais e a psicologia – Autor(es): Carlos Vinicius Gomes Melo, Rosangela Castro;Helena Miranda;Carlos Vinicius Melo

14/11/2011

17:30 – 19:15 – Local: CE – Térreo – Sala 52

Rodas de conversa / Grupos de trabalho

Eixo Temático: Política, democracia e movimentos sociais

Mulheres na Política. Políticas para as Mulheres – Darlane Silva Vieira Andrade, Alessandra Santos de Almeida, Ana Cláudia Muller Urpia, Gisele V. D. Oliveira Lopes, Helena Miranda dos Santos, Rosângela de Barros Castro

15/11/2011

09:30 – 11:15 – Local: CCSA – Bloco C – Sala 01

Rodas de conversa / Grupos de trabalho

Eixo Temático: Mídia, comunicação, linguagem e artes

Discussões sobre gênero, mídia e violência simbólica – Helena Miranda dos Santos, Darlane Silva Vieira Andrade, Alessandra Santos de Almeida, Rosângela de Barros Castro, Ana Cláudia Muller Urpia.

28 de setembro é dia de luta pela Descriminalização do Aborto na América Latina e no Caribe

Quem está autorizado a falar sobre aborto? Em quais locais? Como as mulheres se reconhecem como sujeitos de uma sexualidade que se articula em um sistema de regras e coerções? Quantas mulheres têm acesso à pílula? Quantas podem efetivamente decidir qual o momento de engravidar ou não? Quantas escolhem de modo autônomo o número de filhas e filhos e que destino dar às gestações indesejadas?
Esses são alguns questionamentos suscitados pela discussão em torno da descriminalização e legalização do aborto e trazem em seu âmago discussões mais profundas acerca da luta das mulheres por liberdade, igualdade e autonomia sobre o seu corpo.
A Lei do aborto no Brasil é datada de 1940. Restritiva, penaliza as mulheres que realizam aborto em que o produto da gestação não seja fruto de estupro ou implique em risco de morte para elas. No entanto, hoje no século XXI, o que significa esta proibição em prejuízo social e econômico?
É notório que a proibição não impede a realização de centenas de abortamentos ilegais e inseguros. Também é inegável que as principais prejudicadas são as mulheres pobres, não raro negras, que recorrem ao Sistema Único de Saúde (SUS) com complicações resultantes de um aborto feito em condições precárias.
O que está por trás dessas mortes?
Como resultado de uma desassistência pública, muitas mulheres chegam a óbito por complicações decorrentes do aborto (IPAS, 2008). Entretanto, muito pouco se fala sobre as repercussões físicas e psicológicas dessas mulheres, não por terem realizado a interrupção da gravidez, mas sim por terem sido desassistidas ou mesmo maltratadas pelo serviço público de saúde que deveria lhes prestar assistência.
É o abortamento inseguro que cria um ambiente ameaçador, de violência psicológica e de culpabilidade que leva muitas mulheres a apresentarem sintomas de depressão, ansiedade, insônia e arrependimento da escolha realizada, mesmo sendo uma ação refletida anteriormente.
Tudo isso torna o aborto inseguro um grave problema de saúde pública e mais recorrente nos países com menores índices de desenvolvimento econômico e maiores desigualdades nas oportunidades de educação, saúde, acesso aos bens culturais e materiais – cujas populações ainda não usufruem dos direitos humanos básicos e com o predomínio de legislações mais restritivas às liberdades sexuais e reprodutivas –, requisitos essenciais para o exercício da cidadania.
Precisamos frisar que a atenção de qualidade é um direito de toda e qualquer usuária do serviço de saúde, sobretudo, quando se encontra em situação de vulnerabilidade física e emocional, independente de que seja um parto, um aborto espontâneo ou provocado.
Reconhecemos que a descriminalização e a legalização do aborto não devem ser adotadas como medida isolada. É preciso que haja uma discussão e conscientização junto à sociedade sobre a necessidade de ampliação de acesso a educação sexual, a métodos contraceptivos (que abarquem a dificuldade que muitas mulheres têm de negociá-los com seus companheiros, uma discussão de gênero que, não raro, pode resultar em violência), prevenção de doenças sexualmente transmissíveis e o acesso (de direito) à rede de assistência à saúde pública.

III Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres

A III Conferência Municipal de Políticas para as Mulheres acontecerá em Salvador nos dias 20 e 21 de setembro no Centro de Convenções do Hotel Sol Bahia, em Patamares das 08 às 18 horas, sob a coordenação da Superintendência de Políticas para as Mulheres da PMS e do Conselho Municipal da Mulher.

O tema do encontro deste ano é “Perspectivas e desafios da Mulher e sua diversidade rumo a erradicação da pobreza e construção do I Plano Municipal de Políticas para as Mulheres da cidade de Salvador”.

O objetivo é reunir as mulheres soteropolitanas com o propósito de discutir os eixos temáticos estabelecidos na convocação da III Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres, que ocorrerá nos dias 14 e 15 de dezembro, além de encaminhar propostas para a III Conferência Estadual de Políticas para as Mulheres.

O credenciamento para a Conferência será iniciado nesta segunda-feira, 19 de setembro, às 16 horas no Espaço Cultural da Barroquinha. Na ocasião, será ministrada palestra, a parir das 19 horas, abordando os dois eixos da Conferência.

As interessadas em fazer as inscrições para participar do III CMPM devem entrar em contato pelos telefones 2108-7300/10 ou enviar e-mail para 3cmpm.salvador@gmail.com.

Devem acessar o site da SPM (http://www.spm.salvador.ba.gov.br) para preencher a ficha de inscrição.

Podem participar do encontro, mulheres representantes de entidades da sociedade civil organizada e governo.

GT Relações de Gênero e Psicologia apresentou trabalhos no Enecult e no Enlaçando Sexualidades

 

Nos meses de agosto (de 3 a 5) e setembro (de 4 a 6) de 2011 aconteceu em Salvador, respectivamente, o VII Encontro de Estudos Multidisciplinares (ENECULT) e o II Seminário Internacional Enlaçando Sexualidades. Ambos encontros objetivam promover a interlocução entre pesquisadoras(es), professoras(es) e estudantes nas áreas de cultura, gênero e sexualidades.

O Grupo de Trabalho Relações de Gênero e Psicologia (GTRGP) do CRP-03 esteve presente nos dois Encontros fazendo uma exposição sobre a descriminalização do aborto, a autonomia das mulheres sobre o seu corpo e os direitos sexuais e reprodutivos.

Para a psicóloga Helena Miranda (03/5055), da Comissão de Orientação e Fiscalização do CRP-03 e membro do GTRGP, é necessário questionar o significado de ser mulher na sociedade atual, desconstruindo a noção de instinto materno. “Há que se considerar que a maternagem é uma construção social e não algo inerente ao sexo biológico das mulheres. Assim ela também pode estar presente entre os homens”.

Em sua fala, foi sinalizado que, durante os anos 1990, na capital baiana, o aborto foi a principal causa de óbitos maternos, diferente da principal causa de morte das demais capitais brasileiras: a hipertensão. Dados de 2007 também apontaram a curetagem como o segundo procedimento mais freqüente na rede do SUS em Salvador. Para Helena Miranda, isso mostra que o aborto é uma realidade e que a criminalização revela-se ineficaz como mecanismo para desestimular e reduzir a sua prática.

A psicóloga esclareceu que atualmente, mais de 50 países já descriminalizaram o aborto, permitindo a sua prática sem qualquer restrição e revelou que “a situação do aborto inseguro no mundo está estreitamente associada ao predomínio de legislações mais restritivas às liberdades individuais em geral e, particularmente, à autonomia das mulheres e às liberdades sexuais e reprodutivas”.

A sua fala também enfocou a repercussão física e psicológica das mulheres não por terem feito o aborto, mas sim por terem sido desassistidas ou mesmo maltratadas pelos serviços de saúde pública.

Por fim, foi frisado que “a atenção de qualidade é um direito de toda e qualquer usuária do serviço de saúde, sobretudo, quando se encontra em situação de vulnerabilidade física e emocional, independente de que seja um parto, um aborto espontâneo ou provocado”. Todavia também foi pontuada a necessidade de a descriminalização do aborto estar alinhada à ampliação de acesso à educação sexual, a métodos contraceptivos e à rede de assistência à saúde pública.

PARTICIPAÇÃO NO VII CONPSI

 

O GTRPG participou, entre os dias 11 e 14 de Maio/2011, do VII Conpsi levando a discussão de gênero.

Com a exposição intituladaPsicologia e Direitos Humanos: um compromisso com a promoção de práticas e discursos contra o sexismo, integrando a Mesa Redonda Psicologia e direitos humanos: um compromisso com a promoção de práticas e discursos contra o sexismo, a homofobia e o racismo juntamente com os GTs de Combate à Homofobia e de Relações Raciais, o GTRGP discorreu sobre o sexismo presente em nossa cultura cujo discurso dominante ainda sujeita as mulheres a situações desprivilegiadas e subalternizadas em comparação aos homens, e sobre como as várias mulheres de etnias, classes e sexualidades distintas se posicionam hierarquicamente entre si na “escala dos direitos”.

 O GTRGP também apresentou a comunicação (Experiência em debate) intitulada Relações de Gênero e Psicologia: ações e militância no CRP-03” abordando as ações que vêm sendo realizadas pelo GT desde 2008 com enfoque na articulação entre gênero e Psicologia.

27 de agosto (sáb) Psicologia: profissão de muitas e diferentes mulheres, às 8h, no CRP-03

O GT Relações de Gênero e Psicologia 
do CRP-03 coordenará o 
evento em homenagem ao dia das/os 
psicólogas/os que ocorrerá na 
sede do Conselho no dia 27/08/11 
a partir das 08hs. 
Será um momento lúdico e de 
construção/reflexão coletiva, 
por meio de sociodrama, 
sobre a nossa vivência de 
gênero e de psicólogas/os.

Contamos com a sua presença!

GT Relações de Gênero e Psicologia
CRP-03

Ser gay não é estranho. Estranho é ser homofóbico!

A 10º Parada Gay acontece em Salvador no dia 11 de setembro e tem concentração a partir das 10h no Campo Grande. A evolução da marcha tem previsão para sair às 15h após a passagem de faixa da Madrinha Delegada de Policia Civil Patrícia Nuno e têm previsão de ser concluída às 21h no palco central montado no Campo Grande.
O evento tem apoio do Governo da Bahia através do Fundo de Cultura, Secretaria de Turismo, Bahiatursa, Secretaria de Cultura através do Fundo de Cultura e Prefeitura de Salvador.

De autoria da Deputada Luiza Maia esta em discussão na Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa da Bahia, o Projeto de Lei nº 19.203/2011 que trata da “ proibição do uso de recursos públicos para contratação de artistas que em suas músicas, danças ou coreografias desvalorizem, incentivem a violência ou exponham as mulheres a situação de constrangimento”.
Todas as 11 deputadas estaduais da Bahia aprovam este projeto.
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